segunda-feira, 21 de maio de 2007

Desafiando a inércia...

É isso mesmo! Hoje eu acordei puto da vida!
Puto com meu comodismo! Puto com minha falta de proatividade...
É isso... sinto como se eu estivesse assistindo minha vida passar como um barco no horizonte, com todos os meus projetos, meus sonhos, minhas motivações, minhas conquistas, a bordo... acenando ciao...
Sabe o que mais me deixa puto? Mudar isso só depende de mim!!!
Minha vida toda eu fiquei associando minhas mudanças aos outros! Quando tem que começar em mim...
Se eu vou sair do emprego atual e começar a trabalhar com produção musical, arranjo, dar aula de baixo, de violão, de gaita de sovaco, tocar na noite ou operar mesa de som... SÓ DEPENDE DE MIM!!!!!
Santa indignação... que só faz sentido sentir se for transformada em combustível pra movimentar a grande máquina da mudança!!!
Só preciso de uns empurrões... alguém se habilita?
Ou um pouco de loucura... pular na piscina sem saber se tem água...
Mas porque tanto medo de mudar?
"Quem constrói a ponte não conhece o lado de lá..."*
Sim... insegurança, medo... mas uma coisa está maior que o medo...
A certeza de não continuar na mesmice...
"Quero explodir as grades e voar! Não tenho pra onde ir, mas não quero ficar!"*
E algo que seja concreto... não quero só trocar a cor do escudo do baixo pra tapear meu cérebro de que tenho algo novo...
É estimular a mudança de verdade... começando em mim... sempre em mim...
Profunda, concreta e estimulante "pra quem ao meu lado está..."+
Alguém me cobra isso depois?
Tô contando com vocês!

Nando Lima
nandolima@shemah.com.br



* Novos Horizontes (Humberto Gessinger)
+ Minha Estrada (Letícia Castro)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Amar é difícil?

O ser humano é um animal racional e, portanto, compartilha vários fatores comuns a todos os animais (o instinto, por exemplo). Até aí, nenhuma novidade. Mas o que diferencia o homem de outros animais é a linguagem. A linguagem propicia pensar. E pensar propicia escolher.
Antes de qualquer outra coisa, amar é uma escolha, possibilitada pela faculdade de pensar e que, portanto, envolve decisão e compromisso. E mais, é uma decisão que deve ser renovada, senão corre-se o risco de cair na acomodação. Amar não é fácil porque exige, antes de tudo, sair da inércia, mudar a atitude, fazer uma escolha por se desacomodar, envolve trabalho, questionamento, inquietação, pensamento. Cristo veio nos ensinar um novo caminho, uma nova possibilidade, uma nova escolha: a do amor. E mais de 2000 anos depois, ainda quebramos a cabeça, tentando compreender as idéias do Cara.
Além disso, amar significa reconhecer-se no outro e reconhecer uma parte do outro em si mesmo. Envolve compreender a totalidade do outro, que o faz único, especial, do jeito que somente ele é. Então, quando escolhemos o caminho do amor, estamos mais propensos ao sofrimento também, compreendendo e reconhecendo o outro: surgem novas preocupações, novos desafios, somos convidados a pensar mais (e escolher mais também). Mas tudo vai depender de como encaramos esse "potencial" sofrimento: lidar com ele de um jeito ou de outro é, novamente, uma escolha pessoal; portanto sofrer ou não sofrer é, de forma geral, escolha pessoal também.
E aí é que vem o mais legal: a escolha pelo amor é um negocinho tão mágico (por favor, sem apologias ao uso de alucinógenos, tá?? Pela madrugada!) que, quanto mais a gente pratica, mais fácil fica. Quanto mais escolhemos amar, mais fácil, mais simples fica amar. E aí até o sofrimento ao qual estaríamos propensos fica mais tranqüilo, quando envolto no amor. Como disse Drummond: a dor é inevitável, o sofrimento é opcional.
Um mundo melhor só é possível a partir da escolha - e vivência - do amor. Tolerância, respeito, paz, união, solidariedade = tudo é, essencialmente, amor. E é por isso que uma revolução de verdade só pode começar por nós mesmos: em nossas próprias escolhas pelo amor.
Termino com Shemah!: amar vale (e muito) a pena.
Fechou.






Marina Kohlsdorf
nina@shemah.com.br











quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

O sucesso não é resultado de combustão espontânea... é preciso se jogar no fogo!

Outro dia eu estava pensando nessa frase, nem lembro direito onde li (deve ter sido numa entrevsita com o Neil Peart, baterista da banda canadense Rush)... mas lembrei-me dela quando conversávamos sobre fama e sucesso... duas palavras que as pessoas confundem muitas vezes.
Como disse o Paulão, sucesso é eu ser bem sucedido no meu trabalho, independente de qual seja ele, qual projeção ele obtenha e qual a reação das pessoas diante dele... fama é andar na rua perseguido por uma multidão de gente gritando: "Olha! É o baixista da Shemah!! O famoso... quem??!! Pega ele de porrada!!!"
Isso me faz pensar nas coisas efêmeras da vida. E no meio delas, a gente descobrir qual vai durar. O engraçado é que eu nunca tenho certeza se a coisa vai durar antes de fazer. Meu pai sempre diz que "conhece a cara de tambor que amanhece o dia batendo". Pena que eu só tenha herdado dele a teimosia. O que não é de todo ruim... isso me faz insistir nas coisas ao máximo...
Também não sei se é um defeito se jogar de corpo e alma a algum projeto, seja ele casar, fazer uma faculdade ou montar uma banda. Mas é exatamente o que diz a frase. Se não houver dedicação, suor, lágrimas, sangue e uma dose generosa de paixão, é difícil até mesmo concluir um texto pra um blog...
Por isso eu sempre acredito nas coisas e principalmente nas pessoas, até que elas me provem o contrário! Seria perda de tempo? Outra coisa que também não sei... é algo maior que eu o que me move! O AMOR!
Quem nunca fez algo por amor que atire o primeiro comentário desmotivador!
E se é amor o que me move, mesmo que não dê certo no final, uma análise de tudo sob a ótica do amor vai me ensinar alguma coisa!
Outro dia vi um projeto dos meus projetos musicais ter que terminar (ou pelo menos ficar temporariamente na gaveta). E desta vez não fiquei triste! Pelo contrário! A última vez que tocamos juntos foi tão bacana! Vi que estávamos realmente celebrando a amizade ali! E mesmo que muita gente tenha me perguntado o porquê de ter insistido com aquilo, pude perceber que foi, para mim, uma experiência muito mais edificante como pessoa que como músico! Aprendi a entender as pessoas, suas motivações e limitações, seus sonhos, e pautar o trabalho e cima disso! Todo mundo se sentia motivado a dar o seu melhor!
2006 foi um ano atípico na minha vida. Achei que tivesse sido de muito trabalho, mas eu estava enganado. Nunca tive um ano de tanto aprendizado e crescimento como pessoa! Acho que apenas estava bem acompanhado! Afinal, recém casado com a mulher mais maravilhosa do mundo e tocando na melhor banda da galáxia, não poderia ter sido diferente. E isso eu faço questão de viver intensamente com todas as minhas forças!
E você? Na escuta?
Vai fazer a revolução do amor começar na sua vida quando??
Não perca tempo! Mergulhe de cabeça! Vale a pena!
Copiou?
Grande abraço!
Nando Lima

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Querem nos enquadrar?

Oi Shemeiros e pré-shemeiros! :-)

O primeiro post de nosso blog é sobre um assunto muito comentado: Quem é a banda Shemah!?

O que me parece é que muita gente, movida pela acomodação ou pela simples falta de motivação, tende a estranhar o que é diferente, fora do padrão. Isso não teria problema algum se não resultasse em algo tão ruim pra sociedade: intolerância. Nós temos ouvido, conversado, nos apresentado. Não adianta muito... risos. É engraçado como a maioria das pessoas só escuta o que o próprio cérebro está "falando". Se algo externo envia informação que choca com os discursos internos da pessoa o "hd" dela já envia um alerta de ERRO! :-P

Para entender o outro é preciso percebê-lo, escutá-lo de verdade.

Bom, em resposta a tantas especulações decidimos escrever o que somos. São tantos rótulos , de um lado e de outro... Nunca vi tanta necessidade de nos enquadrar, de saber se somos preto ou branco, quentes ou frio! Não é estranho pensar nisso racionalmente? A objetividade e o bom senso me dizem que entre o preto e o branco existe um universo lindíssimo de tons de cinza! Entre o quente e o frio existe o famoso: "no ponto"! Que não é necessariamente morno! É , quem sabe, isso seja o ponto de equilíbrio - geralmente muito eficiente! ;-)

Bom, como eu estava dizendo, resolvemos escrever o que somos. A minha versão do que somos está aí embaixo. Sinceramente, eu queria muito que nos entendessem sem precisar nos enquadrar. Acho que assim cada um pode começar a se entender melhor e ver que quando saimos do quadrado somos livres, somos maleáveis, somos um pouquinho de tudo de bom que aprendemos, somos mais do que um simples rótulo pode conter...

Então quando me perguntam o que é SHEMAH!? Eu respondo:

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Queremos voar, ser livres no amor. O destino é certo mas os caminhos são incontáveis. O desafio faz parte do caminhar e se os passos forem ousados o suficiente nos farão alçar vôo quando menos imaginarmos.

Ser Shemah é ser expressão do amor, ser consciente de si e do outro. Muitos são os nomes do Amor mas a sua essência permanece e é reconhecida por seus frutos.


Muitos são os rótulos que nos dão mas mas uma só é a essência e esta é clara em nossas músicas. Não queremos rótulos e nem podemos aceitá-los porque queremos fazer pensar. Queremos desrotular, despir tudo até que a verdade essencial seja descoberta e vivida.

O que somos, afinal? Somos banda do mundo, somos banda do Céu, somos a minoria que se rebela, somos o senso comum que se afirma, somos tudo e por isso não somos nada do que esperam. Simplesmente somos o que sabemos ser. Somos risco, somos fé, somos música e amor!

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E aí? De repente me passa pela cabeça que o segredo para o mundo pode estar nesse simples gesto: DESENQUADRAR-SE. Enquando existem tantos rótulos as diferenças são acentuadas. A identidade não pressupõe rótulos, pressupõe auto-conhecimento e coerência. Mas, posso estar enganada... De qualquer modo, sou maleável, posso ser moldada ! Se você quiser me ensinar, estou aqui nesse mundo pra aprender. :-)

Deixo meu abraço!


Letícia Castro - Shemah!
leticiacastro@shemah.com.br